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TEXTO DE NEYMA DE JESUS
Há capulanas transformadas em roupas espectaculares, em bolsas ou acessórios de moda; há saias de palha preparadas para o palco que, ao som dos tambores, no corpo dos bailarinos dão vida a danças que resgatam a identidade africana; e panelas onde ainda sobrevivem receitas passadas entre gerações, como a matapa, a mucapata e outros pratos que continuam a chegar às mesas moçambicanas apesar da influência da modernidade.
Enquanto o continente africano se prepara para celebrar, amanhã, mais um 25 de Maio, Dia de África, diferentes artistas e criadores culturais continuam a preservar tradições através da dança, da gastronomia e da moda africana.
Longe dos discursos oficiais, a preservação cultural acontece no quotidiano, nas mãos de quem cozinha, dança, costura, canta e cria.
Por aqui, o chef Bruno; o criador de moda africana Paulo Américo, e a Associação Grupo de Canto e Dança Milorho partilham o mesmo objectivo: preservar e manter viva a identidade cultural africana através dos sabores, dos tecidos, e dos movimentos.
MOVIMENTOS QUE FAZEM ÁFRICA
Na dança, África manifesta-se no movimento, nos cânticos, nos rituais transportados da comunidade para o palco. Desde 1993, a Associação Grupo de Canto e Dança Milorho dedica-se exclusivamente à dança tradicional local. Segundo a vice-presidente do grupo, Solange Sitoe, cada apresentação carrega Leia mais…