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TEXTO DE MAFALDA LIGELA
O Município da cidade de Xai-Xai, província de Gaza, está há cinco meses sem beneficiar do Fundo de Compensação Autárquica, situação que agrava os desafios de resposta aos impactos das cheias que afectaram a urbe.
A informação foi avançada esta quinta-feira pelo ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante uma visita de monitoria às obras de infraestrutura rodoviária no terceiro bairro, Posto Administrativo de Patrice Lumumba.
Segundo o governante, apesar das dificuldades financeiras, o município tem vindo a envidar esforços para garantir o funcionamento dos serviços e assistência aos trabalhadores.
“O Município de Xai-Xai foi dos mais afectados pelas cheias, daí que existe um exercício de sensibilidade que deve ser feito ao nível central para garantir que o Fundo de Compensação Autárquica seja assegurado, assim como outros apoios necessários no âmbito da fragilidade constatada após as cheias que fustigaram a província de Gaza”, afirmou.
Na ocasião, Impissa explicou que a visita tinha como objectivo avaliar o nível de execução das obras financiadas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Urbano Local (PDUL), implementado pelo Governo de Moçambique com financiamento do Banco Mundial em 22 autarquias do país, incluindo as cinco da província de Gaza.
De acordo com o ministro, pretende-se garantir a qualidade das infraestruturas em construção, bem como avaliar o impacto social das obras junto das populações beneficiárias.
A estrada em construção no terceiro bairro possui uma extensão de cerca de 1,2 quilómetros e deverá beneficiar aproximadamente 40 mil habitantes.
As obras decorrem há dois anos e a entrega definitiva está prevista para Fevereiro do próximo ano.
Por sua vez, o presidente do Conselho Municipal, Ossemane Adamo, lamentou a ausência de apoio financeiro após as cheias, sublinhando que a cidade foi a mais afectada ao nível nacional.
“Pensávamos que pudéssemos ter algum apoio para erguer algumas infraestruturas na cidade baixa, estradas e outras infraestruturas básicas”, disse.
Segundo Ossemane Adamo, só para a reposição das infraestruturas básicas no posto-sede serão necessários cerca de 30 milhões de dólares norte-americanos.
Acrescentou que o Posto Administrativo de Anguluzane possui duas vias severamente danificadas pelas cheias, facto que dificulta inclusive o levantamento completo dos danos.