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O Governo da República Democrática do Congo (RD Congo) elevou o número de mortes devido ao vírus ébola para 245, estando incluídas nos 933 casos confirmados, na epidemia que foi declarado em 15 de Maio no leste do país.
“Desde o início desta epidemia, registámos 245 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 26 por cento”, declarou o ministro da Saúde congolês, Samuel Roger Kamba, na noite de sexta-feira. As autoridades indicaram anteriormente que haviam sido registados 896 casos, dos quais 232 pessoas morreram.
Numa conferência de imprensa em Bunia, capital da província de Ituri, epicentro da epidemia, o ministro especificou que 80 pessoas infectadas com o vírus “recuperaram e tiveram alta”. “Actualmente, temos 416 pessoas hospitalizadas nos nossos centros de tratamento. Temos capacidade para mais de 516 camas”, afirmou Kamba, na conferência de imprensa.
“A nossa capacidade está a aumentar, o que nos permitirá atender todos os casos na comunidade e, sobretudo, dar alta rapidamente aos casos suspeitos que nos procurem”, acrescentou.
O ministro congolês sublinhou ainda que “um ‘lockdown’ em Bunia não está a ser considerado hoje” para conter o vírus, pois a prioridade é “detectar rapidamente os casos, tratar os doentes gratuitamente e sensibilizar a população para que coopere com as equipas de resposta”.
“A doença existe, mas pode ser vencida se todos fizermos a nossa parte”, acrescentou o ministro. O surto foi oficialmente declarado em 15 de Maio, em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul, mas se alastrou para as províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, tendo sido depois classificado como epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A epidemia alastrou-se também para o Uganda, onde foram detectados 19 casos confirmados, incluindo 14 considerados importados da RD Congo, com duas mortes.
A epidemia corresponde à estirpe bundibugyo do ébola, cuja taxa de mortalidade varia entre os 30 por cento e os 50 por cento e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS, que considera o risco do surto na África Subsaariana como “elevado” e “baixo” à escala global. A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia em 17 de Maio como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.
O vírus ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna. Leia mais…