São-Tomé, 06 Mai 2026 ( STP-Press ) – O Governo defende a privatização da empresa “EMAE” para torná-la um “activo estratégico” de produção energética, visando desenvolvimento sustentável – assegurou o ministro das Infraestruras, Nelson Cardoso, terça-feira no debate parlamentar sobre a questão energética no País.
Na sua intervenção, Nelson Cardoso disse que “a privatização da EMAE acredito que já não há volta a dar. Até porque o governo já deu sinais claros através de uma deliberação do conselho de ministros em que toda operação, manutenção e comercialização será terceirizada. Isto está no quadro no pacote da reforma que vai conduzir…”
“Este governo dentro da sua visão, sempre prometeu transformar o sector energético que sempre caracterizado como um passivo orçamental, como um activo estratégico de desenvolvimento estratégico” – avançou o ministro das infraestruras e Recursos Naturais.
Numa outra intervenção, o deputado, Levy Nazaré defendeu a privatização da EMAE, sublinhando que uma gestão privada, a empresa deixaria de ser “uma arma de arremesso” em períodos eleitorais e que resolver-se-ia a questão de roubo de combustível na EMAE.
Indo pelo mesmo diapasão, o Primeiro-Ministro, Américo Ramos, tendo considerado, “a questão energética, uma questão nacional”, defendeu “consenso para uma solução técnica viável” no sector energético do País.
Dentre as intervenções parlamenteares, o deputado Delfim Neves disse que “é difícil dissociar a questão de energia dos outros problemas com que o País enfrenta”, enquanto deputado Osvaldo Abreu defendeu que uma aposta de produção da energia hídrica através do Rio Iô Grande poderá resolver mais de 50 % (porcento) de insuficiência energética do País.
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