O presidente da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto da Costa Júnior, efectuou, terça-feira, uma visita de solidariedade à residência do jornalista e advogado William Afonso Tonet pela morte do filho Nvunda Will Sérgio Tonet por doença a 20 de Janeiro, na clínica Girassol, em Luanda.
Por Berlantino Dário
A visita serviu de consolo para a família enlutada e, aos microfones do jornal Folha 8, Costa Júnior considerou a perda do filho da dimensão de Nvunda Tonet e nas circunstâncias em que o infausto aconteceu como um golpe violento para com os pais.
“Dizer que estamos cá num acto de solidariedade, num acto que para a nossa cultura é uma obrigação a um irmão, a uma pessoa que conheço há muitos anos, que sempre esteve perto e que teve algo difícil de classificar”, afirmando que –, “perder um filho com este nível de educação, de maturidade, de intervenção pública, social e de distinção e nas circunstâncias em que isto ocorreu é muito violento. É muito difícil e só espero que o William, esposa, família consigam encontrar alguma estabilidade [emocional] dum evento tão doloroso como este”, aconselhou Adalberto.
Com a morte do também docente, psicólogo clínico e jornalista Nvunda Tonet, o líder do “Galo Negro” e maior partido na oposição em Angola considerou que o acto demonstrou mais uma vez a fragilidade do sistema de saúde angolano enfrenta ao trocar a vida com bens materiais.
“Perdemos muito. Infelizmente, este é um exemplo do quanto o nosso sistema de saúde não funciona, do quanto o país precisa efectivamente de uma certa reflexão sobre o mau funcionamento das suas instituições onde se valoriza muito mais o material, dinheiro do que a vida e onde, casos destes, infelizmente vão-se repetindo, apesar de ter tido indicadores suficientes para promovermos uma intervenção de quem direito limitando, garantindo primeiro a assistência a vida depois a busca de responsabilidade”, apelando, por outro lado a responsabilidade que – “sempre o próprio Estado deve assumir perante aqueles que podem até não ter capacidade financeira a que não se lhes pode negar o direito à assistência”.
“Numa palavra, foi uma oportunidade de podermos também aqui, com uma certa calma, conversarmos um bocadinho sobre as nossas vidas sem falar muito da política inclusive é olharmos para nós enquanto pessoas e pensarmos a sociedade que temos, os desafios que temos que fazer nelas num espaço que não é novidade para vocês dum protagonista com responsabilidade e com múltiplos espaços de intervenção e de contribuições da sociedade que temos”, afirmou.
Entretanto, Adalberto da Costa Júnior endereçou a William Tonet “força e coragem” ao reconhecer que o momento por que passa não é fácil, mas que encontre, nas vestes de um africano seguramente – “um africano cheio de valores e esse equilíbrio para a sua família e para os filhos de quem partiu desta forma – o meu abraço, a minha solidariedade”.
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